
Horas após a captura de Nicolás Maduro pelos americanos, as Forças Armadas da Venezuela reconheceram Delcy Rodríguez como presidente interina por 90 dias.
A decisão seguiu determinação do Tribunal Supremo de Justiça e foi anunciada em rede nacional pelo ministro da Defesa.
Quem é Delcy: Aos 55 anos, ela era a vice de Maduro e está no núcleo duro do chavismo desde 2003. Em seu primeiro discurso, pediu calma, chamou a captura de Maduro de “sequestro” e avisou que a Venezuela “nunca será colônia de nenhuma nação”.
Horas depois, publicou uma carta endereçada a Trump e à comunidade internacional convidando o governo dos EUA a “colaborar conosco”.
Para os EUA, não é uma surpresa. Já há algumas semanas, o governo americano considerava “aceitável” ter Delcy como líder do país, pelo menos por uma transição temporária.
Marco Rubio, Secretário de Estado dos EUA, disse que Washington não quer governar o país, mas sim impor uma “quarentena do petróleo” já existente sobre o país.
Além disso, os americanos exigem que a Venezuela rompa laços com Irã, Hezbollah e Cuba, freie o narcotráfico e garanta que sua indústria petrolífera não beneficie os adversários dos EUA, como China, Irã e Rússia.
Ao que tudo indica neste primeiro momento, os EUA vão ficar de fora, apenas observando e “dando as cartas” do que querem. Caso algo saia da rota, eles devem agir.
Nas palavras de Trump, Delcy Rodríguez vai pagar um “preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro” se não cooperar com os Estados Unidos.
