Os futuros professores estão precisando de… professores?

A Prova Nacional Docente — criada para avaliar a qualidade da formação de Licenciaturas — apontou que mais de um terço dos novos profissionais não tem condição de dar aulas.

Dos 760 mil profissionais recém-formados que fizeram o teste, 266 mil não conseguiram atingir um nível de proficiência, pontuando menos de 50% do total da prova.

Ao todo, foram 21 licenciaturas avaliadas. Agrupando em grandes áreas, a maior quantidade de não proficientes foi em Matemática (54,1%), seguido de Artes (50,1%), Letras (39,3%), Pedagogia (37,2%), Educação Física (30,8%), Ciências (21,6%) e Ciências Humanas (19,8%).

De onde vem esse problema?

Em paralelo, o governo também divulgou os números da prova que avalia a qualidade de cursos universitários. Ao que parece, o resultado ajuda a explicar o baixo desempenho dos professores nas escolas:

Entre os cursos de Licenciatura EAD, aproximadamente 53% dos concluintes não são proficientes.

Entre os cursos de Licenciatura presencial, essa fatia de não proficientes cai para 26%.

Atualmente, os cursos totalmente EAD de licenciatura foram proibidos e estão acabando. Autoridades avaliam colocar um mínimo de 50% de carga presencial e de 20% por vídeo ao vivo.

No fim, o problema parece seguir um efeito cascata em que o nível insatisfatório das universidades acaba formando profissionais não tão qualificados na própria área de educação.

Cerca de 60% dos cursos de Licenciatura EAD tiveram notas 1 e 2, as mais baixas do teste. Essas universidades que tiraram notas 1 e 2 não terão autorização do curso renovada automaticamente e precisarão demonstrar melhorias.

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