
Comemorado de diferentes formas ao redor do mundo, o 6 de janeiro é popularmente conhecido no Brasil como o dia em que se desmontam os enfeites natalinos. Mas em diversas regiões do país, o Dia de Reis é marcado também por tradicionais festas populares, com cortejos, músicas e comida.
Trazida para a América Latina pelos colonizadores portugueses e espanhóis, a festa católica – que celebra o dia em que os três reis magos visitaram e presentearam o recém-nascido Jesus Cristo – foi incorporada no Brasil e, como era de se esperar, tomou por aqui suas próprias formas.
Ainda que tenha no primeiro dia 6 do ano o seu auge e término, a festa pode acontecer desde o dia 24 de dezembro e é também comemorada sob o nome de Folia de Reis ou Reisado.
Com variações de acordo com cada geografia, além dos reis Baltazar, Belchior (ou Melchior) e Gaspar, são também cultuados São Sebastião, São Benedito e Nossa Senhora da Conceição. Os cortejos podem misturar temas sacros e profanos e elementos sincréticos.
Além disso, é disseminada popularmente a simpatia de, em 6 de janeiro, comer romã e colocar três de seus caroços na carteira, para que não falte dinheiro ao longo do ano.
Origem do Dia de Reis
O 6 de janeiro, conhecido no calendário cristão também como o dia da Epifania, é a data em que, de acordo com a Bíblia, os reis magos que viajaram desde o Oriente para visitar Jesus Cristo, chegaram, doze dias depois de seu nascimento, e tiveram a confirmação da chegada do filho de Deus.
O evangelho de São Mateus conta que os magos foram guiados por uma estrela e ofertaram ouro, incenso e mirra ao recém-nascido.
Ainda de acordo com a história bíblica, o ouro e a mirra (planta cujo óleo tem propriedades terapêuticas e é usado também em rituais funerários) teriam sido importantes para os pais de Jesus quando, para protegê-lo, tiveram de fugir para o Egito.
