
Um desenvolvedor brasileiro resolveu testar um limite: e se a própria tecnologia pudesse fiscalizar o poder público em tempo real?
Nesse final de semana, o jovem Bruno César viralizou ao criar uma ferramenta que cruza mais de 70 bases de dados abertas de órgãos públicos, como IBGE, SUS, TSE, Banco Central, IBAMA, Juntas Comerciais.
O objetivo é mapear conexões financeiras envolvendo agentes públicos. O sistema usa o CPF de políticos para rastrear suas conexões com familiares, empresas e prefeituras e indicar possíveis “sinais de risco” — suspeita de corrupção.
A ferramenta usa AI para comparar preços pagos com preços de mercado, identificando possíveis movimentações superfaturadas ou fora do padrão.
Para se ter ideia, a plataforma já identificou casos de possível autodirecionamento de emendas e até funcionários fantasmas. Tudo isso baseado em análise dos dados.
Por que isso importa? Porque a fiscalização de contas públicas no Brasil ainda é lenta e manual. Automatizar esse processo pode significar detectar irregularidades em tempo real — e aumentar a pressão por transparência.
O dev brasileiro afirma que ainda está adaptando o produto para evitar problemas legais. Inclusive, ele até brincou falando que “ama muito a própria vida” e que “nunca cometeria suicídio”. Pelo visto, ele sabe no buraco que está se metendo…
Depois de uma revisão jurídica, a ideia é tornar o código open source, com acesso prioritário para jornalistas, ONGs e órgãos de controle. Por enquanto, ele criou uma comunidade no X para juntar pessoas interessadas em levar o projeto para frente.
