O jornalista Silas Freire publicou em sua coluna desta quinta-feira, 20 de agosto, um texto que deixou muita gente curiosa, alguns (lógico).
Segue a nota do jornalista:
NO PIAUÍ, ATÉ O VOTO JÁ TEM TAXA: PREFEITA TERIA RETIDO 30% DE RECURSOS PARA VEREADORES.
No Piauí, pelo visto, a criatividade tributária não tem limites. Já tem taxa da energia solar, taxa do poço e, agora, começa a surgir uma novidade no mercado político: a taxa do voto.
A história vem de uma cidade da região Norte do Estado, nas proximidades da Cachoeira do Urubu. Por lá, segundo relatos de bastidores, uma prefeita teria recebido recursos enviados por um candidato ao Senado para serem distribuídos entre vereadores aliados. Só que, antes de o dinheiro chegar às mãos dos parlamentares, a gestora teria feito a chamada “retenção na fonte”: ficou com 30% e liberou apenas 70% para cada vereador.
A justificativa seria de que os votos obtidos pelos vereadores para o candidato passam pela estrutura da prefeitura afinal, a prefeita é quem comanda a máquina municipal. É a famosa taxa de administração eleitoral. Se essa moda pegar, a Justiça Eleitoral vai ter que ficar de olho não apenas na compra de votos, mas também no novo modelo de cobrança: o imposto da compra de votos já viria descontado na fonte.
O eleitor recebe o voto, o vereador recebe 70%, a prefeita fica com 30% e todo mundo sai ganhando menos a democracia, naturalmente. No Piauí, pelo visto, só falta criar o PIX do voto com desconto automático.
Fonte: Encarando





