
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que o mês de fevereiro seguirá com bandeira tarifária verde, o que significa que não haverá cobrança extra na conta de energia para os consumidores.
De acordo com a Aneel, o volume de chuvas registrado na segunda quinzena de janeiro contribuiu para a recuperação dos reservatórios das principais usinas hidrelétricas do país, localizadas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Com os níveis mais elevados, não foi necessário acionar usinas termelétricas, que possuem custo de geração mais alto.
“As chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias do mês, garantindo a recuperação dos reservatórios. Dessa forma, não será preciso despachar as usinas termelétricas mais caras”, informou a agência.
A definição da bandeira tarifária para o mês de março será divulgada no próximo dia 27 de fevereiro, conforme o calendário do órgão regulador.
Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias tem o objetivo de informar mensalmente aos consumidores os custos da geração de energia elétrica no país. As cores — verde, amarela e vermelha (patamares 1 e 2) — refletem as condições de produção no Sistema Interligado Nacional (SIN).
Todos os meses, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) analisa a situação dos reservatórios, das usinas e das condições climáticas para definir a estratégia de geração e os custos que podem ser repassados às contas de energia.
Na bandeira verde, não há acréscimo na tarifa. Já a bandeira amarela acrescenta R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos. A bandeira vermelha patamar 1 gera um custo adicional de R$ 4,46 a cada 100 kWh, enquanto o patamar 2 acrescenta R$ 7,87 para o mesmo consumo.
Anualmente, ao fim do período úmido, geralmente em abril, a Aneel revisa e define os valores das bandeiras para o ciclo seguinte.
